A Justiça de Los Angeles mandou Instagram, TikTok, YouTube, X e Discord abrirem o jogo: ou entregam os dados de quem vazou músicas e vídeos inéditos de Ariana Grande, ou estão descumprindo ordem judicial. PayPal e Cash App entraram no pacote também, porque aparentemente os vazamentos tinham monetização no meio.
O processo foi aberto por Ariana ainda em julho, depois que um grupo de hackers atacou contas digitais de pessoas do seu staff, incluindo fotógrafos e produtores musicais. A ideia era simples: entrar pelas beiradas, roubar conteúdo inédito e publicar antes do lançamento oficial. Funcionou por um tempo.
Segundo a Billboard, a cantora pediu à Justiça que as plataformas e serviços de pagamento sejam formalmente intimados a revelar as identidades por trás das contas que publicaram o material. O conteúdo apareceu espalhado por pelo menos cinco plataformas diferentes, o que dá uma ideia do tamanho da operação.
Vou falar uma coisa: vazar inédita de popstar em 2026 e achar que o Instagram vai proteger seu anonimato é uma aposta bem otimista.
O detalhe que muda tudo é o Cash App e o PayPal na lista. Se alguém recebeu dinheiro pelo vazamento, o rastro financeiro vai aparecer junto com o nome. Aí o problema deixa de ser “vazei uma música” e vira outro nível de encrenca legal.
Ariana não é a primeira artista a ir a juízo por esse tipo de situação, mas é uma das poucas que conseguiu uma ordem judicial que obriga as próprias plataformas a cooperar. O que normalmente seria um processo longo de “a gente não pode revelar usuários” foi acelerado pela Justiça americana.
Anônimo era o plano. A ordem judicial não estava no roteiro.






