Luísa Sonza está na capa da Glamour e usou o espaço pra falar sobre algo que ficou fora dos holofotes durante anos: a luta contra depressão e ansiedade crônica. A entrevista saiu enquanto ela se prepara pra celebrar uma década de carreira, o que torna o relato ainda mais revelador.
A cantora começou cantando em casamentos no interior do Rio Grande do Sul. Chegou aos grandes palcos internacionais. De fora, parecia uma linha reta de sucesso. Por dentro, segundo ela mesma contou à revista, a trajetória tinha um peso que não aparecia nas fotos.
Vou falar uma coisa: tem algo no timing dessa entrevista que pesa mais do que qualquer single de lançamento. Dez anos de carreira costumam virar narrativa de vitória limpa. Luísa escolheu colocar a sujeira na capa também.
A ansiedade crônica e a depressão não são, no relato dela, capítulos encerrados. São parte da história que está sendo contada agora, em paralelo com shows, parcerias internacionais e capa de revista. Esse é o contraste que a entrevista carrega: o sucesso visível existindo ao mesmo tempo que a batalha interna, sem uma anular a outra.
A repercussão nos comentários foi, em geral, de identificação. Luísa tem uma base de fãs jovem, que cresce ouvindo ela falar sobre coisas que muita gente ainda trata como assunto de consultório particular. Esse é o tipo de entrevista que vira print não pelo escândalo, mas pelo reconhecimento.
A menina que cantava em casamentos no interior do Rio Grande do Sul vai completar dez anos de carreira com uma capa de revista e um assunto que muita gente ainda não consegue nomear em voz alta. Alguma coisa nisso importa.






