MC Pipokinha condenada a pagar R$ 162 mil após show com menores

MC Pipokinha condenada a pagar R$ 162 mil após show com menores

A Justiça condenou MC Pipokinha ao pagamento de R$ 162,1 mil em danos morais coletivos pela apresentação que fez no evento “Esquenta do Magrão”, em Corumbá (MS). Junto com ela, outras quatro pessoas envolvidas na organização do show também saíram condenadas.

O problema: o show aconteceu em espaço público e foi assistido por adolescentes, incluindo jovens de cerca de 14 anos. O conteúdo da apresentação seguia o estilo que a cantora leva para todos os palcos, com movimentos sexuais explícitos e interação física com o público.

Pipokinha tem um posicionamento bem definido sobre o que faz. Em entrevista, ela descreveu o espetáculo como “um musical da putaria” e explicou que a proposta é transformar as músicas em teatro: “É como se a história fosse a música, e o que eu apresento no meu espetáculo fosse um teatro.” A questão é que esse teatro chegou num evento sem controle de acesso por idade.

Ninguém comentou, mas uma das músicas da cantora se chama “Tira as Crianças da Sala”. Nessa, a Justiça concordou.

Natural de Tubarão (SC), a cantora cresceu no funk de rua estilo “mandelão” e foi ganhando público com letras como “Bota na Pipokinha” e “Eu sou a MC Pipokinha”. Nos shows, dançarinos interagem com fãs voluntários em cenas que envolvem tapas e movimentos pélvicos. Ela costuma entrar de coroa, o que diz bastante sobre como entende o próprio território.

O problema jurídico aqui não é o estilo. É onde e pra quem. Show adulto em espaço público sem restrição de entrada é o tipo de combinação que a Justiça leva a sério, e a decisão de Corumbá deixou isso bem documentado.

A condenação não é criminal, mas R$ 162,1 mil em danos morais coletivos pesam no bolso e no currículo. Resta saber se os próximos eventos que a contratarem vão ler o processo antes de fechar o contrato ou só depois.