Viih Tube e Eliezer fecharam um Termo de Ajuste de Conduta com o Ministério Público do Trabalho e vão pagar R$ 350 mil em danos morais coletivos. O motivo: o reality “As Patroas“, que colocava 11 funcionários da casa do casal disputando provas por prêmios como dinheiro e redução de jornada de trabalho.
O MPT abriu investigação para apurar possíveis irregularidades no programa, com foco na exposição pública dos trabalhadores e no uso das imagens deles para fins comerciais. Em outras palavras: a questão não era só o conteúdo, era quem estava sendo filmado e em que condições.
Uma das dinâmicas que mais chamou atenção mostrava participantes procurando moedas de plástico em vasos sanitários e lixeiras. Reality show tem que ter constrangimento, mas há um ponto onde constrangimento vira processo.
A audiência aconteceu no início de julho, em Barueri, São Paulo, e foi ali que o TAC foi formalizado. Além do pagamento, o acordo determina a retirada do ar dos conteúdos considerados irregulares. Na quarta-feira, dia 29, Viih Tube apareceu nas redes para comentar o desfecho, e Eliezer também se manifestou.
Ninguém comentou muito sobre a ironia de um reality criado pra valorizar os funcionários ter terminado numa audiência trabalhista, mas a internet notou.
O casal não entrou em crise declarada por causa do caso, seguiu com a narrativa de que tudo foi resolvido da melhor forma possível e posicionou o TAC como encerramento definitivo do assunto. Se colou, ainda é cedo pra dizer.
O “As Patroas” foi um desses formatos que pareciam simpáticos na apresentação e foram ficando mais complicados conforme a repercussão crescia. Funcionário em câmera fazendo prova por folga não é exatamente o mesmo que influenciador fazendo prova por dinheiro, e o Ministério do Trabalho tratou os dois cenários de formas bem diferentes.
R$ 350 mil e um acordo assinado depois: esse foi o preço de descobrir que reality show tem legislação trabalhista também.






