Roberta Miranda voltou ao assunto que mudou sua postura dentro do sertanejo e deixou claro o motivo do distanciamento. A cantora contou que perdeu um filho aos cinco meses de gestação após uma agressão física, revelou isso publicamente e não recebeu uma única mensagem de apoio de nenhuma colega do meio. Nenhuma.
“Quando eu disse que perdi o meu filho com chute na barriga aos cinco meses, não vi uma colega minha entrar no Direct ou em algum lugar pessoalmente para falar: ‘Poxa, Roberta, sinto muito’. Isso para mim foi a maior decepção”, disse ela no desabafo.
Ela foi além. “A partir deste momento não defenderei ninguém, não vou botar a minha cara para bater. As pessoas realmente me decepcionaram.” E aí a gente fica sem argumento.
O ponto não é o silêncio em si. É o contexto do silêncio. Roberta Miranda é uma figura que historicamente saiu na frente pra defender causas, colegas e o gênero. Quando ela revelou algo dessa magnitude, esperava ao menos o básico de volta: uma mensagem privada, um “estou aqui”. O Direct ficou vazio.
Tem um peso específico nisso que vai além da decepção pessoal. A cantora não estava pedindo declaração pública, campanha ou nota de repúdio. Estava esperando que alguém abrisse o aplicativo e digitasse oito palavras. Não aconteceu.
O resultado prático é esse: ela decidiu que não vai mais colocar a cara a tapa por pessoas que, na hora que importava, trataram a caixa de entrada como se não existisse. A lógica é difícil de contestar.
Solidariedade de palco todo mundo tem. A que chega no privado é outra história.






