Demi Lovato está de volta ao Brasil com datas confirmadas, e o contexto faz toda a diferença. A cantora sobe ao Palco Mundo do Rock in Rio nesta edição, no dia 12 de setembro, antes do Maroon 5, e ainda leva a turnê It’s Not That Deep ao Suhai Music Hall, em São Paulo, nos dias 15 e 16 de setembro. O segundo show foi incluído na agenda depois que o primeiro esgotou rapidamente.
Quem acompanhou os últimos anos sabe que Demi chegar aqui em turnê não é um dado irrelevante. Em 2018, ela sofreu uma overdose que quase foi fatal. Depois vieram internações, recaídas, tratamentos, um período fora dos palcos e um processo lento de reconstrução que ela foi tornando público aos poucos, com aquela mistura de vulnerabilidade e teimosia que virou marca registrada.
A trajetória começa antes disso. Demi entrou na indústria ainda criança, pelo Disney Channel, com a pressão que isso implica e que raramente alguém daquela geração saiu ileso. Transtornos alimentares, problemas de saúde mental e dependência química foram batalhas que ela enfrentou enquanto ainda tentava sustentar uma carreira em andamento. Não é pouca coisa.
O que chama atenção agora é o tom da turnê: It’s Not That Deep (“não é tão sério assim”, em tradução livre) soa como uma posição, não como um nome aleatório. Demi com 34 anos, em estágio diferente, escolhendo uma era de carreira que parece conscientemente mais leve. Vai dizer que o nome não foi pensado.
Os shows no Brasil são os primeiros por aqui em um bom tempo, e a demanda foi suficiente pra dobrar a agenda em São Paulo na largada das vendas. Esse retorno do público diz alguma coisa sobre o vínculo que ela construiu, especialmente com quem cresceu ouvindo ela e acompanhou cada capítulo da vida real junto com os álbuns.
Demi Lovato esgotou show antes de chegar. O resto é detalhe de logística.






