Na sexta-feira, Halsey avisou os seguidores que estava com uma infecção pesada no rosto e se entupindo de remédio. No domingo (13), ela estava no Palco Mundo do Rock in Rio fazendo gente pular.
Dois dias. Esse foi o intervalo entre o comunicado de doente e a estreia dela no festival. Sem sinais de hospital, sem sinal de vulnerabilidade, sem nada que lembrasse o aviso. Ela gritou, brincou com fogo do cenário, subiu e desceu escadas até um castelo virtual, rolou pelos degraus e ainda convocou o público a pular o máximo possível.
Pra quem acompanha a trajetória dela, o timing até faz sentido. Halsey já dividiu com os fãs enfrentamentos com endometriose, câncer no sangue e um aborto que aconteceu enquanto ela ainda estava em turnê. O corpo dela tem histórico de ser ignorado enquanto ela trabalha. A diferença é que dessa vez todo mundo ficou sabendo com antecedência.
A versão que apareceu no palco foi a mais roqueira dela: agressiva, energética, consistente. Nada do visual delicado de outras fases. Ashley Frangipane virou Halsey e o resto parou de importar.
Vou falar uma coisa: tem algo meio perturbador em ver alguém que anunciou infecção dois dias antes gritando com fogo atrás dela às 22h de um domingo. Perturbador no bom sentido.
O show foi potente o suficiente pra fazer esquecer o comunicado. Mas os prints do story de sexta ainda estão ali, e a internet não deixou essa conta fechar.






