A família de Isabelle Caracristi divulgou um comunicado na noite desta quarta-feira, 23, reagindo ao resultado da perícia forense que concluiu que a jovem de 22 anos teve uma queda “voluntária” do rooftop do prédio onde faleceu, em Fortaleza. A resposta veio rápida, direta e sem margem pra interpretação: “é uma afronta à memória da vítima”.
No texto, os familiares cobraram publicamente o Estado e deixaram claro que o laudo da Perícia Forense do Ceará (Pefoce) não encerra nada. “Ainda faltam muitas respostas. A busca pela verdade não é uma concessão: é um dever do Estado, um direito inalienável da família e uma exigência inegociável de toda a sociedade”, diz a nota.
A família também nomeou o que sente diante do silêncio institucional: “As lacunas que persistem no Caso Isabelle Caracristi não são meras formalidades, são feridas abertas que alimentam a dor de quem chora e a indignação de todos nós. Cada dia sem respostas claras é uma violência continuada.”
Vale lembrar que, antes da perícia, o dono do escritório onde Isabelle e o namorado trabalhavam havia revelado que a jovem teria feito queixas sobre o relacionamento. A polícia também detalhou a conduta do namorado no período investigado. Ou seja: o contexto ao redor do laudo é, no mínimo, denso.
Ninguém comentou mas a palavra “voluntária” num laudo, quando a própria família diz que faltam respostas, carrega um peso que vai além do técnico. Concluir causa de morte é uma coisa. Fechar um caso é outra.
O comunicado termina reforçando que a memória de Isabelle “merece respeito” e que a família não vai recuar na busca pela verdade. O Estado, por ora, entregou um laudo. A família devolveu uma pergunta.






