João Munhoz Neto, namorado da estudante Isabelle Caracristi, foi preso preventivamente nesta terça-feira em Fortaleza. A detenção aconteceu no próprio condomínio do bairro Aldeota, o mesmo onde Isabelle, de 22 anos, foi encontrada morta pouco mais de uma semana antes.
O pedido de prisão foi solicitado pela Polícia Civil do Ceará (PCCE) na manhã do mesmo dia. O mandado se apoia em dois artigos do Código Penal: o artigo 122, que trata de induzir ou instigar alguém ao suicídio ou à automutilação, ou fornecer material para que a vítima se fira; e o artigo 147, que trata de ameaça.
O caso tem uma série de detalhes que foram surgindo ao longo da semana. A advogada da família já havia declarado que Isabelle era monitorada pelo namorado e, segundo os relatos, “não tinha direito de ir ao banheiro”. O irmão da jovem, Rafael Magalhães, chegou a dizer publicamente que ela estaria grávida no momento da morte, informação que a advogada confirmou ter sido submetida à perícia.
Vou falar uma coisa: a sequência de revelações desde que o caso veio a público é densa. Na segunda-feira, a mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, e o irmão prestaram depoimento que durou cerca de quatro horas. A ex-sogra da jovem foi localizada no domingo na Praia do Cumbuco, no município de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Com ela, foram apreendidos um celular e um tablet.
A investigação ainda corre, e a prisão preventiva não significa condenação. Mas a estrutura do mandado, combinando instigação ao suicídio e ameaça, já diz bastante sobre o caminho que a polícia está seguindo.
João Munhoz Neto foi preso no mesmo endereço onde Isabelle viveu os últimos dias. O condomínio virou ponto de partida e de chegada da investigação.






