Dois dias depois de sair da prisão, João Munhoz Neto sentou na frente das câmeras do “Domingo Espetacular” e falou pela primeira vez sobre a morte de Isabelle Caracristi. A entrevista foi ao ar no domingo 4 deste ano.
Ele negou as acusações da família de Isabelle, disse que o falecimento “mexeu com a sua estrutura psicológica” e afirmou que ainda não entende o que levou a namorada ao que aconteceu. “Eu não sei por que a Isabelle fez isso”, declarou. “É muito complicado falar sobre o tema.”
Isabelle foi encontrada sem vida no pátio do condomínio em que morava com João, no bairro Aldeota, em Fortaleza, na noite de 13 de setembro. A perícia do Ceará (PEFOCE) classificou a queda como precipitação voluntária. João foi preso em 22 de setembro, por suspeita de violência psicológica e indução ao suicídio.
Na entrevista, ele também reagiu aos áudios da jovem que circularam nas redes sociais e explicou por que não avisou a mãe de Isabelle sobre o ocorrido. A justificativa foi que não teve “forças”. Sobre o relacionamento, afirmou que a então namorada sempre soube do seu antigo casamento, contradizendo parte das alegações da família.
A mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, tinha dito publicamente que a filha era vítima de abusos psicológicos e que a relação com João marcou o período final da vida dela. Vira e mexe aparece algum detalhe novo do caso que faz a repercussão começar do zero.
João também explicou por que não foi ao velório. Ninguém ainda sabe exatamente o que pesou mais: a ausência ou o timing da entrevista logo após a soltura.
O bacharel em direito falou como quem precisa recuperar narrativa. O problema é que os áudios de Isabelle ainda estão rodando por aí.






