Selma Blair pagou fiança de US$ 20 mil e deixou a prisão depois de se declarar inocente perante um tribunal de Nova York. A acusação inclui duas agressões em segundo grau, com vítimas que vão de comissários de bordo a um policial e uma enfermeira.
Tudo começou dentro de um voo da Delta Airlines. Segundo o processo, Blair agrediu fisicamente dois comissários durante o trajeto, e passageiros e tripulantes precisaram imobilizá-la dentro da aeronave. Quando o avião pousou no Aeroporto Internacional JFK, policiais já esperavam a atriz no terminal.
O episódio não parou por aí. Durante o transporte de ambulância até o hospital, Blair teria chutado repetidamente a cabeça de um policial da Autoridade Portuária. Já na unidade de saúde, ela agrediu uma enfermeira, que depois prestou queixa formal. São três contextos diferentes, três vítimas distintas, uma sequência que a defesa precisava explicar com alguma criatividade.
E explicação não faltou. Os advogados alegaram que os atos foram não intencionais, resultado de um surto de confusão severa. Emergência médica como tese central do caso. A juíza Indira Khan ouviu tudo e fixou a fiança em US$ 20 mil mesmo assim.
Blair, conhecida por papéis em “Legalmente Loira” e pela abertura pública sobre seu diagnóstico de esclerose múltipla, declarou inocência durante a audiência no Tribunal Penal do Queens. A defesa vai tentar converter a narrativa médica em absolvição.
O problema é que “surto de confusão” cobre bastante coisa, mas chute na cabeça de policial dentro de ambulância é um detalhe difícil de suavizar com atenuante clínico. Vai dizer que a medicina vai ter que trabalhar muito nesse julgamento.






