A revista Piauí publicou nesta quinta-feira, 15 de setembro, uma reportagem com 125 mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, descrevendo uma festa no tríplex dele, no Itaim Bibi, em São Paulo, em 28 de fevereiro de 2025. No relato, o ministro do STF Kassio Nunes Marques teria estado presente, junto com cinco mulheres contratadas por meio de uma agenciadora. O ministro nega.
As mensagens, segundo a Piauí, foram trocadas entre Vorcaro e sete pessoas envolvidas na organização da noite: motoristas, um chef de cozinha, o mordomo, a agenciadora, uma faxineira e um amigo arquiteto. Os registros descrevem a preparação do imóvel, a chegada das convidadas e a distribuição dos quartos. É muita logística pra uma noite que, oficialmente, não aconteceu.
O caso já circulava antes da publicação da Piauí. Em 15 de setembro, os jornalistas Andreza Matais e André Shalders, do Metrópoles, tinham publicado conversas atribuídas a Vorcaro e a Rayanna, identificada como agenciadora. Nos supostos diálogos, um homem chamado “Kassio” aparece mencionado no contexto da festa.
A versão oficial de Kassio Nunes Marques é que ele não tem contato com Vorcaro e nunca pediu nada a ele. O ministro não é o primeiro integrante do STF a aparecer em reportagem incômoda sobre relacionamentos com pessoas investigadas, e a negativa no padrão “não conheço, nunca pedi nada” já virou quase um subgênero literário do Judiciário brasileiro.
Vorcaro, por sua vez, está no centro de investigações sobre o Banco Master, instituição que acumulou dívidas bilionárias e gerou uma crise de confiança em torno da garantia do FGC para seus investidores. A festa de fevereiro, se confirmada nos termos descritos pela Piauí, coloca o ex-banqueiro num climão que vai muito além do balanço contábil.
125 mensagens é muito texto pra uma festa que ninguém admite ter ido.






