A Polícia Federal apreendeu o celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, e o que estava lá virou notícia. Entre os arquivos, conversas com Luciano Huck ao longo de cerca de dois anos, publicadas pela coluna Radar, da Veja. O assunto nas mensagens: encontros, viagens, negócios e troca de favores.
Huck se pronunciou nesta quarta-feira. A assessoria do apresentador enviou nota afirmando que o contato com Vorcaro estava relacionado ao patrocínio do Will Bank ao Domingão com Huck, negociação que teria incluído contrato assinado, notas fiscais emitidas e impostos recolhidos. A equipe negou qualquer sociedade entre os dois.
“Não houve sociedade, como o veículo erradamente chegou a alegar. Os contratos de imagem e publicidade foram rescindidos antes da intervenção no Will Bank pelo Banco Central”, diz o trecho da nota.
O problema é que a nota explica o acordo comercial, mas as mensagens apreendidas falam em encontros pessoais, viagens e articulações que vão além do que cabe numa reunião de patrocínio. Ninguém comentou, mas esse é exatamente o tipo de detalhe que não some depois de uma nota à imprensa.
O timing também ajuda pouco. O Will Bank é ligado ao Banco Master, instituição que virou centro de uma crise regulatória envolvendo o Banco Central. Os contratos, segundo a assessoria, já estavam encerrados antes da intervenção, o que tecnicamente afasta Huck da turbulência, mas não apaga o histórico de conversas que a PF agora tem em mãos.
A pergunta que fica não é se havia contrato. É o que estava nas mensagens que o contrato não cobre.






