Halle Berry foi à Justiça com uma resposta formal acusando o ex-marido, o ator francês Olivier Martinez, de interferir no desenvolvimento terapêutico do filho de 13 anos, Maceo. A atriz quer a guarda legal exclusiva do adolescente e, se o tribunal mantiver a guarda compartilhada, exige ao menos a palavra final em decisões médicas, educacionais e de saúde mental.
O contexto: Martinez havia solicitado uma medida protetiva contra Berry, alegando que ela asfixiou o garoto durante uma discussão e manteve um histórico de episódios abusivos. A defesa da vencedora do Oscar negou tudo, classificando o pedido como “totalmente infundado e deliberadamente enganoso”. Um juiz chegou a autorizar Maceo a depor no processo, decisão à qual Halle também se opôs.
Na resposta apresentada ao tribunal, os advogados de Berry anexaram relatórios escolares mostrando piora concreta no comportamento de Maceo após a medida protetiva temporária entrar em vigor em 1º de outubro de 2026. Segundo o colégio, o adolescente levou uma semana de detenção por indisciplina, arremesso de objetos e linguagem inadequada, além de ter sido acusado de praticar bullying contra outro estudante.
O argumento central da atriz é direto: ao arrastar o filho para disputas judiciais, Martinez teria minado sua autoridade materna e agravado os problemas do garoto. Ninguém comentou muito, mas os documentos escolares são a peça mais pesada do processo até agora.
Berry também refutou acusações de consumo excessivo de álcool, rejeitou os pedidos do ex de alterar pensão e honorários advocatícios, e propôs o uso do aplicativo OurFamilyWizard para limitar a comunicação diária entre os dois. Por fim, pediu ao juiz que considere o depoimento de Martinez pouco confiável antes da audiência marcada para o final do mês.
Do outro lado, Martinez segue com a versão de que há risco para Maceo, e a medida protetiva temporária ainda está em vigor. São duas narrativas opostas, um adolescente de 13 anos no meio, e um juiz que vai ter que escolher em qual delas acreditar.
A guarda exclusiva, se concedida, tira de Martinez qualquer poder de decisão sobre a vida do filho. Não é pouca coisa.






