No segundo turno realizado em 25 de outubro de 2026, Lula foi reeleito com 64.256.232 votos, o maior número já recebido por um presidenciável desde a redemocratização. O recorde que caiu era dele mesmo: em 2022, tinha chegado a pouco mais de 60 milhões.
Ninguém comentou, mas ele quebrou o próprio recorde duas vezes seguidas. Em 2006, foram 58,2 milhões. Em 2022, 60,3 milhões. Agora, 64,2 milhões. O cara virou benchmark de si mesmo.
O detalhe que complica a narrativa do “maior vencedor de todos”: em percentual de votos válidos, esse 64 milhões representa 51,79%, o segundo pior desempenho entre todas as vitórias presidenciais desde 1989. O eleitorado cresceu tanto, passando de 82 milhões de eleitores em 1989 para mais de 158 milhões em 2026, que bater recorde absoluto ficou mais fácil do que parecer dominante.
O topo em percentual ainda pertence ao próprio Lula, mas ao de 2002: 61,27% dos votos válidos contra José Serra. Uma vitória que, em números brutos, nem chega perto dos 64 milhões de agora.
Para comparar o tamanho do feito com os outros presidentes: Bolsonaro, o segundo colocado em votos absolutos na série histórica, somou 57,7 milhões em 2018. Dilma Rousseff ficou com 55,7 milhões em 2010. Fernando Henrique Cardoso venceu os dois turnos que disputou com menos de 36 milhões cada.
Lula toma posse no terceiro mandato em 5 de janeiro de 2027. O próximo presidenciável que quiser bater esse recorde vai precisar de um eleitorado ainda maior, ou de um adversário bem pior.
Deu pra entender o tamanho: em quase 40 anos de eleição direta, ninguém chegou perto. O recorde absoluto tem nome, partido e já foi reeleito três vezes.






