Com a apuração do segundo turno das eleições de 2026, no domingo 25 de outubro, o Brasil definiu quem governa cada um dos 26 estados e o Distrito Federal a partir de 2027. O número que ficou: oito partidos dividem tudo. Nenhum estado sobrou para fora desse grupo.
O PL lidera o ranking com seis governos: Paraná (Sergio Moro), Rio de Janeiro (Douglas Ruas), Rio Grande do Sul (Luciano Zucco), Rondônia (Marcos Rogério), Roraima (Arthur Henrique) e Santa Catarina (Jorginho Mello). O partido não elegeu nenhum novo governador no segundo turno, mas o que tinha do primeiro turno foi suficiente para manter a ponta.
O PSD ficou com cinco: Amapá, Amazonas (Omar Aziz, eleito neste domingo), Maranhão, Pernambuco e Sergipe. O PP conquistou quatro, incluindo o Distrito Federal com a reeleição de Celina Leão e o Acre com Mailza Assis, ambos definidos agora no segundo turno. O PT segurou seus quatro estados do Nordeste: Bahia, Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, onde Cadu de Lula foi eleito para suceder Fátima Bezerra.
Os Republicanos chegaram a três estados após eleger Lorenzo Pazolini no Espírito Santo, somando Minas Gerais e Mato Grosso. União Brasil, Democracia Cristã e Avante completam a lista, cada um com suas fatias do mapa.
O que isso significa na prática: qualquer negociação de recurso federal, emenda, política pública ou pressão sobre o governo Lula passa obrigatoriamente por pelo menos um desses oito. Partido fora desse grupo não governa nenhum estado. Zero. Nada. A bancada que não entrar nessa lógica vai sentir no orçamento.
Vou falar uma coisa: concentração desse nível não é só dado eleitoral. É o tamanho da mesa de barganha que vai funcionar em Brasília de 2027 em diante. Quem senta nessa mesa está num dos oito. Quem não está pode até ter deputado, senador, vereador, mas governador não tem.
O Brasil sempre teve fragmentação partidária como marca. O segundo turno de 2026 entregou o oposto: um mapa enxuto, com poucos donos e muito poder concentrado. Oito partidos, 27 estados, e um Congresso que vai ter que fazer as contas antes de qualquer briga.






