Lula enviou nesta terça-feira, 20 de outubro, um requerimento ao TSE autorizando a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos oito anos. A condição: Flávio Bolsonaro, seu adversário no segundo turno marcado para domingo, 25, faz o mesmo.
O pedido inclui também os dados de Janja e dos cinco filhos do presidente: Lurian, Marcos Cláudio, Fábio Luís, Sandro Luís e Luís Claudio. E vai além: qualquer empresa da qual os candidatos sejam sócios, administradores ou responsáveis financeiros entra no pacote.
A peça foi encaminhada ao ministro Kássio Nunes Marques, presidente do TSE, com prazo explícito. O documento pede que os dados sejam tornados públicos antes de quarta-feira, 21, para que o eleitor possa decidir “livremente” no domingo.
Lula diz que está cumprindo promessa feita no debate da Band, no domingo passado, quando desafiou Flávio ao vivo. O requerimento lista uma única pessoa jurídica ligada a ele, a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda. Do lado de Flávio, a peça elenca cinco empresas com suposta ligação ao senador, incluindo uma offshore.
Ninguém pediu esse detalhe, mas está lá, com nome e tudo.
O requerimento ainda especifica que, do lado de Flávio, entrariam na quebra a esposa Fernanda, os pais, o ex-presidente Jair Bolsonaro e Rogéria Bolsonaro, e os irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan. A família inteira no mesmo envelope.
Em evento de campanha em São Luís nesta terça, Lula resumiu a lógica sem muita cerimônia: “Eu estou disposto a que a sociedade brasileira saiba quem é que é ladrão nesse país, quem é que é corrupto. E eu quero ver se ele tem coragem.”
Literalmente jogou a bola no colo do adversário a cinco dias do segundo turno.
A estratégia é simples: se Flávio aceitar, os dados vêm à tona antes do voto. Se recusar, a recusa vira campanha. O requerimento em si já é um movimento eleitoral embrulhado em papel jurídico.
Quem tem coragem de abrir o jogo pede prazo até quarta.






