A história por trás de “Filha”: como Rick quase não gravou seu maior sucesso

A história por trás de "Filha": como Rick quase não gravou seu maior sucesso

Rick compôs “Filha” para o aniversário de 15 anos da própria filha, Mônica, gravou às escondidas e prensou 500 cópias só pra distribuir na festa. Nem ele, nem Renner, nem ninguém sabia que aquilo ia virar um dos maiores clássicos da música sertaneja.

A história começa quando Rick perguntou pra Mônica o que ela queria de presente. Ela pediu uma festa. Ele achou pouco. Então pegou o violão, escreveu a canção ali, foi ao estúdio sem contar pra ninguém e fabricou um disco de brinde pros convidados. Presente dado, capítulo encerrado. Pelo menos era o que ele pensava.

O problema é que quem ouviu aquela versão não conseguiu deixar pra lá. Radialistas, convidados, a própria filha e o parceiro Renner pressionaram pra que a faixa virasse lançamento de verdade. Rick precisou ser convencido. O homem quase segurou um hino nacional de debutante no bolso do paletó.

Vai dizer que é fácil calcular o tamanho do erro que ele quase cometeu. “Filha” acabou se tornando trilha sonora de gerações de festas de 15 anos, o tipo de música que toca e imediatamente faz algum pai na pista segurar o choro com dignidade zero.

Rick morreu nesta terça-feira, 22 de julho de 2026, na queda de um helicóptero em Santa Catarina. Ele tinha 59 anos. No aparelho também estavam o empresário Bruno Avelar, o videomaker Paulo Soares, o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo e o copiloto Leopoldo Barros Teixeira. O Corpo de Bombeiros confirmou as mortes.

A história de “Filha” é, no fundo, a história de um pai que queria eternizar um momento e não sabia que estava eternizando uma era. Mônica ganhou a festa. O Brasil ganhou a música. E Rick quase não deixava.