Anitta chama Brô MC’s e Katú Mirim para “Equilibrivm II” e traz rap indígena pro mainstream

Anitta chama Brô MC's e Katú Mirim para "Equilibrivm II" e traz rap indígena pro mainstream

A tracklist de “Equilibrivm II” acaba de ganhar um nome que muita gente vai querer pesquisar agora: Brô MC’s, grupo sul-mato-grossense reconhecido como o primeiro coletivo de rap indígena do Brasil, está na faixa “OKE”, que também conta com a rapper Katú Mirim. A composição é a 12ª do novo álbum de Anitta.

O Brô MC’s existe desde 2009 e canta em guarani e português. Nasceu na aldeia Te’ýikue, em Caarapó, Mato Grosso do Sul, e construiu uma trajetória inteira antes de qualquer holofote do mainstream chegar perto. Já passaram pelo Lollapalooza Brasil, têm parceria com o movimento indígena e são referência consolidada pra qualquer conversa séria sobre rap nacional.

Katú Mirim, por sua vez, é rapper, ativista e pesquisadora indígena, filha de mãe Tupinambá. Ela também não chegou aqui pelo caminho curto: construiu nome no circuito independente com letras que falam de território, resistência e identidade, e já colaborou com artistas de vários países.

A faixa “OKE” junta essas duas referências dentro de um projeto que é, ao menos no papel, o álbum mais ambicioso da carreira de Anitta. E o movimento faz sentido dentro de um padrão que ela vem repetindo: escalar colaboradores que trazem peso cultural real, não só números de streaming.

Ninguém comentou muito ainda, mas colocar o Brô MC’s num álbum pop de alcance internacional é o tipo de jogada que tem consequência além do single. Há 15 anos eles cantam em guarani em aldeia no Mato Grosso do Sul. Em 2026, a música vai para a tracklist de Anitta. Esse é o arco.

Literalmente a definição de chegar na hora certa sem ter esperado permissão de ninguém.