Anne Hathaway foi ao painel da D23 desta semana e entregou o que muita gente queria saber: sim, a equipe correu atrás de Julie Andrews para “O Diário da Princesa 3“. E sim, Julie disse não.
“Nós realmente insistimos bastante para saber se ela gostaria de fazer”, admitiu Hathaway em entrevista ao Entertainment Tonight durante o evento. A veterana, que viveu a rainha Clarisse Renaldi nos dois primeiros filmes, já havia sinalizado publicamente que prefere ficar de fora desta nova etapa da franquia.
Hathaway não forçou a barra. Respeitou, elogiou, e ainda deixou o convite aberto com aquela elegância característica: “Antes de tudo, só quero dizer que, se ela mudar de ideia, estamos dentro. Mas também queremos respeitá-la. Se existe alguém que contribuiu para o mundo do entretenimento e para a nossa alegria coletiva, é ela. O que quer que ela queira, nós entendemos completamente.”
Vou falar uma coisa: tem uma arte específica em dizer “a porta está aberta” sem parecer que você está implorando. Anne domina.
O terceiro filme ainda não tem data de estreia confirmada, mas Hathaway volta como Mia Thermopolis e desta vez também entra como produtora. A franquia segue em desenvolvimento na Disney, agora com a ausência de Clarisse como o elefante na sala de Genóvia.
Perder Julie Andrews de uma sequência não é um detalhe de elenco. A rainha Clarisse era, literalmente, o coração da dinâmica dos dois primeiros filmes, a razão pela qual adultos assistiram junto com as crianças sem vergonha nenhuma. “O Diário da Princesa” sem ela é um reino com o trono vazio.
A própria Julie já explicou ao Hollywood Reporter os motivos para ficar de fora, sem drama. É a lenda exercendo o direito de dizer chega quando bem entender, e ninguém vai argumentar com Dame Julie Andrews.
Resta a Hathaway segurar o roteiro com as duas mãos e torcer para que a nostalgia dos fãs aguente a missão solo. Mia Thermopolis cresceu, virou produtora, mas Genóvia ainda vai sentir falta da avó.






