O governo Trump postou um vídeo celebrando operações do ICE, a agência federal de imigração dos Estados Unidos, com uma música de Ariana Grande ao fundo. Sem autorização, sem aviso, sem cerimônia. A cantora viu, e não deixou passar.
Ariana foi às redes e deixou claro que não autorizou o uso e que não concorda com a associação do seu trabalho ao conteúdo. A resposta foi curta, mas o tom não deixou dúvida: ela ficou furiosa. Ninguém comentou tanto quanto deveria o fato de uma máquina de deportação ter achado que trilha sonora de pop star cabe bem num vídeo de enforcement federal.
O episódio é daqueles que parecem roteiro ruim, mas aconteceu. A Casa Branca pegou uma música de uma das cantoras mais ouvidas do planeta, colocou em cima de imagem de agentes do ICE em ação e publicou como se fosse normal. A Ariana descobriu pela internet, igual todo mundo.
Vou falar uma coisa: usar a música de alguém sem permissão já é saia justa em qualquer contexto. Fazer isso em vídeo de política de imigração, com a cantora tendo histórico público de posicionamento progressista, é uma escolha no mínimo curiosa da equipe de comunicação da administração norte-americana.
A repercussão foi imediata. A resposta de Ariana viralizou antes de qualquer nota oficial, e a Casa Branca acabou sendo obrigada a reagir ao barulho. O ciclo completo de: governo posta, artista detona, internet amplifica, assessoria entra em modo de contenção.
Não é a primeira vez que campanha ou governo usa música sem autorização e toma resposta pública do artista. É quase um rito de passagem político-pop nessa era. Mas raramente o tamanho da artista é tão desproporcional ao contexto do vídeo quanto aqui.
Ariana Grande tem mais seguidores nas redes do que muita nação tem habitantes. Usar a música dela como trilha para conteúdo de deportação e achar que ia passar em branco foi, provavelmente, o erro de cálculo da semana em Washington.
O post do ICE pode até sumir. A resposta da Ariana, não.






