Carolina Dieckmann foi ao Saia Justa, no GNT, e contou uma história que provavelmente não estava no roteiro de ninguém: a mãe dela passou por uma fase de abuso de álcool, e Carolina viveu isso de perto quando era criança.
O assunto veio à tona por causa do filme (Des) Controle, em que ela interpreta uma escritora que volta a beber depois de um longo período de sobriedade. A pergunta era sobre o papel. A resposta foi sobre a vida.
“Eu vi a minha mãe beber durante um período da vida dela. Quando eu fui chamada para fazer, eu falei: ‘Eu já vi essa mulher. Eu sei quem é essa mulher'”, disse a atriz.
O detalhe que parou tudo: Carolina descreveu a sensação de entrar no banco de trás do carro e não saber se ia chegar ao destino. “Sabe que tem alguma coisa estranha com a sua mãe. Ela está falando de um jeito esquisito.” Vou falar uma coisa, isso é uma imagem que fica.
Ela contou que fazer o filme virou uma espécie de reconciliação com a memória. “Eu curei muitas coisas, porque eu entendi ela como mulher, o que ela passou. Porque quando eu era pequena, você não entende muito. Você vê a sua mãe com um comportamento estranho, você não sabe por quê.”
Tem um certo peso em uma atriz famosa por décadas de novela sentar num talk show e dizer, com todas as letras, que a infância teve esse buraco. Sem eufemismo, sem “foi uma fase complicada em família”. Carolina nomeou o que foi.
O filme virou confissão, e a confissão virou terapia em rede nacional.






