Justine Wilson, primeira mulher de Elon Musk, deu uma entrevista pro documentário “Musk”, do diretor Alex Gibney, que estreia em 16 de outubro, e foi bem direta sobre como o bilionário se refere às mães de seus 14 filhos. A palavra que ele usa, segundo ela: “reprodutoras”.
A frase completa, dita por Justine no documentário, é: “As reprodutoras são intercambiáveis.” Simples, objetiva, assustadora.
Justine foi casada com Musk entre 2000 e 2008 e teve seis filhos com ele. Nos oito anos de relacionamento, ela diz ter aprendido o significado de uma palavra que hoje é muito usada nas redes. “Aprendi o termo ‘gaslighting’ por meio do meu relacionamento com Elon”, declarou. Não foi numa aula, num livro, nem num podcast. Foi na prática.
Ela também contou um episódio da própria festa de casamento. Enquanto os dois dançavam, Musk teria dito que era o “alfa” da relação. Na festa. Durante a dança. Literalmente no dia do casamento.
O padrão que Justine descreve é o de um homem que enxerga as mulheres com quem teve filhos como substituíveis, intercambiáveis, parte de um sistema. Considerando que Musk tem atualmente 14 filhos com diferentes mulheres, o apelido ganha uma dimensão bem concreta.
O documentário ainda não estreou, mas esse trecho já está circulando e vai dizer que não era o que as pessoas esperavam ouvir sobre o homem mais rico do mundo. Era, sim. Mas ouvir dele mesmo, via ex-mulher, tem outro peso.
Justine Wilson é escritora, tem 54 anos e, ao que parece, guardou muita coisa por muito tempo. O documentário “Musk” chega em outubro. Tem cheiro de que esse não é o único detalhe que vai chamar atenção.
O apelido ficou. O casamento não.






