Gretchen está cogitando raspar a cabeça. A artista revelou que enfrenta alopecia e que uma das opções que considera é simplesmente eliminar o que sobrou. Sem drama, sem gradação. Raspa tudo e segue o baile.
No mesmo papo, ela ainda explicou uma nova cirurgia íntima que realizou. Porque Gretchen não aparece pra falar de uma coisa só.
A conversa virou rapidamente um painel sobre autoestima feminina, com ela argumentando que a identidade de uma mulher não passa necessariamente pelo comprimento do cabelo. Ponto válido, entregue com a desenvoltura de quem já posou de tudo, vendeu de tudo e ainda mantém o currículo aberto.
Pera aí: a mulher está com alopecia, considerando raspar, e ainda arrumou tempo de encaixar uma cirurgia íntima no mesmo relato. Esse é o nível de agenda que separa os comuns dos imortais.
O que chama atenção no posicionamento dela é a ausência de lamento. Gretchen fala de queda de cabelo com a mesma naturalidade com que falaria de trocar o esmalte. A alopecia aparece no discurso dela como inconveniente logístico, e a solução possível, raspar, como ato de controle, e não de desistência.
Tem algo meio libertador nisso tudo, e tem também algo muito Gretchen: transformar qualquer assunto sobre o próprio corpo em manifesto de autoconfiança. Ela faz isso desde antes de existir roteiro pra esse tipo de fala.
A cirurgia íntima, mencionada quase de passagem, cumpriu seu papel narrativo com eficiência. Ficou ali, no meio do relato, esperando o clip de reação do seu ex-marido favorito.
Aos 65 anos, Gretchen cogita raspar a cabeça e o maior escândalo é que provavelmente vai ficar bem.






