Gwyneth Paltrow abre o jogo sobre a “separação consciente” de Chris Martin

Gwyneth Paltrow abre o jogo sobre a "separação consciente" de Chris Martin

Em entrevista ao podcast “Friends Keep Secrets”, Gwyneth Paltrow explicou de onde veio a ideia da famosa “separação consciente” com Chris Martin, anunciada em 2014 e que, sinceramente, rendeu mais piada do que qualquer divórcio de Hollywood até então.

A versão dela é mais concreta do que o termo sugere. Antes de comunicar o fim do casamento, Gwyneth foi falar com amigos que cresceram com pais separados e perguntou diretamente: o que deixou cicatriz? “Falei com todos os meus amigos que vieram de famílias com pais divorciados e perguntei: ‘Qual foi a pior parte? O que vocês sentem que deixou cicatrizes até hoje?'”, contou.

O que ela ouviu mudou o plano. Os amigos disseram que o divórcio em si não era o pior, que criança se adapta rápido. O problema era o que vinha depois: pais que mal conseguiam estar no mesmo ambiente, tensão em aniversário de filho, aquele clima de silêncio hostil em toda formatura da vida.

Com isso na cabeça, ela e Chris Martin decidiram terminar sem romper a estrutura familiar. Os filhos, Apple e Moses, precisavam continuar tendo os dois presentes sem que cada almoço virasse campo minado.

Vou falar uma coisa: faz sentido. A “separação consciente” sempre soou como frescura de gente rica que leu demais sobre espiritualidade, mas a motivação prática por trás é menos Nova Era do que parece. Ela pesquisou, ouviu pessoas, chegou numa conclusão e aplicou. Isso tem mais método do que misticismo.

O irônico é que o termo em si causou tanto barulho que quase encobriu o raciocínio por trás. A internet foi direto pra piada e ficou por lá. Gwyneth, por sua vez, continua explicando a decisão mais de dez anos depois, o que sugere que ou ela ainda se importa com o legado da escolha, ou o podcast precisava de pauta.

Chris Martin e Gwyneth seguem com a coparentalidade funcionando, ele casou com Dakota Johnson, ela com Brad Falchuk. O modelo deu certo ou pelo menos ninguém está processando ninguém em público, o que já é alguma coisa.

Separação consciente: a única coisa de Hollywood dos anos 2010 que envelheceu melhor do que parecia.