Hayden Panettiere tinha 19 anos quando um ator vencedor do Oscar resolveu, numa festa, expor as próprias partes íntimas na frente dela. A história está na sua nova biografia, e ela descreve a reação com uma palavra só: chocada.
O nome do ator não foi divulgado, mas Hayden deixa claro que se tratava de alguém “respeitado” na indústria. Aquele tipo de figura que aparece em tributos, discursa sobre arte e posa sorrindo no tapete vermelho.
A biografia não poupa detalhes sobre o comportamento do homem na ocasião. Segundo relatos do livro, ele teria se aproximado dela e exposto o próprio corpo de forma deliberada, sem convite, sem contexto, sem nenhum constrangimento aparente da parte dele.
Pera aí: a memória mais impactante não é nem o ato em si. É o detalhe de que isso aconteceu quando ela era uma adolescente de 19 anos num ambiente profissional, cercada por gente que provavelmente viu e não disse nada.
Hayden construiu boa parte da carreira jovem em Hollywood como um rosto familiar, quase inofensivo para a indústria. “Heroes”, “Nashville”, capas de revista. O que a biografia começa a revelar é o que ficava do lado de fora do enquadramento.
O livro chega num momento em que ela está claramente disposta a contar versões que ficaram engavetadas por anos. Esse episódio é um dos primeiros a circular, mas dificilmente é o único com esse tom.
A palavra “respeitado” nunca mais vai caber direito numa frase depois de uma história dessas.






