Uma mulher de 25 anos denunciou o instrutor da academia onde treinava no bairro Passarinho, Zona Norte do Recife, depois de ser agarrada e mordida nas costas por ele durante um exercício. O episódio aconteceu no dia 19 de maio e foi gravado pelas câmeras de segurança do estabelecimento.
A professora, que preferiu não se identificar, contou ao g1 que já se sentia desconfortável com o comportamento do homem havia algum tempo. Ele passava a mão nas costas dela, fazia comentários e, quando ela ignorava, justificava dizendo que era “resenha”. Ela nunca retribuiu nenhuma das abordagens.
No dia do episódio, o instrutor começou orientando a jovem num exercício. Voltou até ela em seguida e pediu um abraço. Ela disse não, sugeriu um “murrinho” no lugar. Ele agarrou mesmo assim e mordeu as costas dela. As câmeras registraram tudo.
Ninguém precisou acreditar na palavra dela sozinha.
A vítima registrou boletim de ocorrência e a Polícia Civil de Pernambuco abriu investigação pelos crimes de importunação sexual, assédio sexual e lesão corporal. O instrutor foi afastado da academia após a denúncia, mas voltou a trabalhar no local meses depois. A empresa se manifestou sobre o caso, segundo o g1, sem que os detalhes do comunicado tenham sido divulgados na íntegra.
O detalhe que chama atenção aqui é a sequência: ela reclamou antes, ele foi afastado, voltou, e só a gravação tornou a situação impossível de ignorar de vez. Vou falar uma coisa: câmera de segurança não é prova perfeita pra tudo, mas nesse caso não sobrou margem.
O caso ainda está em apuração. A academia fica no Recife, o instrutor continua sendo investigado e a mulher segue sem ter o nome divulgado por opção própria.






