Jenny McCarthy Wahlberg foi ao seu próprio podcast, o Jenny McCarthy Wahlberg Show, contar como era circular nos eventos de Tom Cruise e Katie Holmes quando os dois ainda eram casados. O relato foi longe.
Tudo começou num jantar de ensaio, antes do casamento em 2006. A babá trouxe Suri, recém-nascida, perto de Katie. Jenny se aproximou e perguntou, no tom mais inocente do mundo: “Posso segurar a bebê?” O que veio depois ela comparou a uma cena de O Bebê de Rosemary: todos no ambiente pararam, viraram e a encararam ao mesmo tempo. “Recebi aquele olhar da Cientologia”, ela descreveu. Assim que devolveu a criança, as conversas voltaram ao normal como se nada tivesse acontecido.
“Nunca senti tanto medo na minha vida”, ela disse. E completa: “Pensei comigo mesma: estou, neste exato momento, no ventre da besta.”
Isso explica o título do episódio.
McCarthy também descreveu Katie Holmes durante o casamento como um “cervo paralisado diante dos faróis”, visivelmente tensa com a presença constante de supervisores da Igreja da Cientologia que seguiam Cruise pelos cômodos monitorando as conversas. Literalmente cada sala, cada papo.
A cerimônia em si já tinha seus próprios momentos de desconforto. Enquanto a madrinha de Holmes fez um discurso afetivo sobre a juventude da noiva, David Miscavige, líder da Cientologia, usou seus 30 minutos de fala para exaltar o casal como “a dupla mais poderosa do mundo”. Jenny observou o choque estampado nos rostos da família de Katie. Diz que dava pra sentir o constrangimento de longe.
Sobre Cruise, McCarthy foi justa: descreveu o ator como amável, mas com ar de alguém constantemente “programado”, que aproveitava qualquer abertura pra tentar converter os amigos à doutrina. Namorar Jim Carrey claramente não blindava ninguém.
O que Jenny descreveu em podcast, Holmes já tinha dado a resposta em 2012, quando pediu o divórcio e, segundo relatos amplamente noticiados à época, teria agido para afastar Suri da Cientologia. Hoje Suri retirou legalmente o sobrenome Cruise e mantém distância do pai.
Pedir pra segurar um bebê não deveria ser uma prova de coragem, mas aqui estamos.






