Tem gente que some da polêmica. Jojo Todynho aparece no meio dela com o produto na mão e um sorriso no rosto.
No auge do escândalo que virou motivo de cancelamento coletivo da Ypê, a cantora decidiu que ia continuar usando os produtos da marca. E não só isso: falou sobre isso publicamente, sem rodeios, sem nota de assessoria, sem aquele silêncio estratégico que famoso usa quando o assunto queima.
A imagem dela com o detergente virou o tipo de coisa que para o scroll. Não porque é chocante. Porque é calculadamente descalculada. Jojo tem esse dom de parecer que está simplesmente vivendo a vida enquanto, na prática, está jogando.
“Raiz”, foi o que ela disse. E aí fica aquela pergunta no ar: raiz de quê, exatamente? De não trocar de produto por pressão de internet? De continuar comprando o que sempre comprou? Ou de aparecer na tela quando todo mundo preferiu não aparecer?
Enquanto marcas ensaiavam distância e influenciadores faziam questão de sumir do radar, ela foi na direção oposta. Com detergente na mão. Publicou. Continuou o dia.

Ninguém comentou, mas é exatamente esse tipo de movimento que divide quem acha que famoso tem que ser espelho do cancelamento e quem acha que famoso pode simplesmente… não ligar. Jojo claramente está no segundo grupo.
A repercussão veio rápida, como sempre vem quando ela aparece no meio de alguma coisa. Parte do público achou autêntico. Parte achou provocação. Parte ficou olhando pra ver o que ia acontecer depois.
Vou falar uma coisa: tem mais coragem em aparecer com um detergente cancelado na mão do que em quinze stories explicando por que você parou de usar.
Jojo Todynho saiu dessa com o produto na mão, a opinião formada e zero nota de esclarecimento. Tem gente que chama isso de raiz. Tem gente que chama de estratégia. A diferença entre os dois, no caso dela, é difícil de ver.






