A Justiça do Maranhão condenou Jordélia Pereira Barbosa pelo envenenamento de uma família em Imperatriz. Ela enviou um ovo de Páscoa contaminado que matou dois irmãos, de 7 e 13 anos, e tentou matar a mãe das crianças. O laudo identificou a substância utilizada no chocolate.
O caso veio à tona na Páscoa do ano passado e tomou o país de um jeito que fica difícil de explicar pra quem não acompanhou: a família recebeu o ovo como presente, as crianças comeram, e as duas morreram. A mãe também consumiu e sobreviveu, mas ficou gravemente intoxicada.
A investigação apontou Jordélia como responsável pelo envio. O laudo pericial confirmou a presença de substância tóxica no produto. A condenação abrange o homicídio doloso das duas crianças e a tentativa de homicídio contra a mãe.
Vou falar uma coisa: tem crimes que a gente lê e precisa parar um segundo antes de continuar. Esse é um deles. Um ovo de Páscoa, que é literalmente o símbolo de que a semana vai ser boa pra uma criança, usado como veículo de veneno. O contraste não cabe numa frase.
A motivação exata de Jordélia não foi amplamente esclarecida em apurações públicas, mas o caso levantou discussões sobre segurança em presentes alimentícios recebidos de fontes conhecidas, não só de estranhos. Esse detalhe incomodou muita gente e ainda incomoda.
A sentença encerra a fase de julgamento de primeiro grau, mas o caso provavelmente seguirá em recursos. O que não muda é o que aconteceu: dois irmãos que foram envenenados num dia que deveria ser festa.
Um ovo de Páscoa não vai significar a mesma coisa pra essa família. Nem deveria.





