Leo Stronda, influenciador e cantor de 33 anos, anunciou que cancelou definitivamente seu projeto de músicas temáticas de academia, o chamado “músicas maromba”. A decisão veio após a morte de Gabriel Ganley, fisiculturista que era próximo ao meio e faleceu em maio de 2026.
O projeto tinha uma proposta bem específica: músicas voltadas para o universo do bodybuilding, com letras que incluíam referências a “bomba de cavalo” e um clipe em que Stronda apareceria transformado em uma espécie de “aberração” musculosa. Vou falar uma coisa: a ideia existiu, foi planejada e chegou perto de acontecer.
Stronda disse que a morte de Ganley o fez repensar o caminho. “Preciso mudar minhas atitudes”, declarou ao anunciar o cancelamento. A frase ficou no ar sem muito detalhamento, mas o recado era de encerramento mesmo.
O timing é curioso. O projeto claramente tinha apelo dentro do nicho, aquele público que treina pesado, consome conteúdo de musculação e acha graça na própria excentricidade do mundo fitness extremo. Um clipe do Leo Stronda virando aberração teria seus quinze minutos garantidos nos comentários. O algoritmo ia adorar, provavelmente mais do que qualquer intenção artística.
A morte de alguém do círculo muda a perspectiva sobre o que se está celebrando, ou ironizando, dependendo do ângulo. Stronda não especificou se o luto foi pelo projeto ou pelo tom, mas cancelou os dois juntos.
Fica a questão: um projeto musical inteiro construído em torno de “bomba de cavalo” e metamorfose corporal como aberração não é exatamente algo que se abandona com facilidade logística. Isso demanda ensaio, letra gravada, conceito de clipe, provavelmente figurino. Alguém já tinha feito homework.
O cancelamento foi definitivo, segundo o próprio Stronda. O nicho das músicas maromba segue com uma vaga em aberto.






