Um grupo de ao menos sete homens roubou, agrediu e transmitiu ao vivo pelo TikTok o ataque ao engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, 30 anos, em Santos, no litoral de São Paulo. Marcelo morreu na segunda-feira, 26, após sofrer morte cerebral em decorrência das agressões.
O crime aconteceu na madrugada de sábado, 24, quando Marcelo se afastou de um show da Banda Esquerdantina, evento de apoio à reeleição do presidente Lula, para ir ao banheiro. Foi nesse momento que o grupo o abordou.
Nas imagens transmitidas pelos próprios criminosos, dá pra ouvir a ameaça com clareza: “É o seguinte, parceiro. Só manda o telefone para nós não te matarmos. Fala para ele como que é o passinho. Só não deixa ele correr. Dá o telefone, vai. Está vendo a tropa, né? A tropa vai te pegar.” Marcelo ainda tentou responder com um “não, espera aí” antes de levar um soco, cair no chão e ter os pertences roubados.
Dezenas de pessoas assistiram tudo isso em tempo real. Ao vivo. Com comentários rolando.
A Polícia Civil investiga a dinâmica e a motivação do crime e busca identificar os envolvidos. A ironia policial da semana: o principal material de investigação foi produzido e distribuído pelos próprios suspeitos, ao vivo, numa rede social, para qualquer um que estivesse acordado naquela madrugada.
Literalmente documentaram o próprio crime e transmitiram para o mundo.
O caso Marcelo Rocha levanta uma questão que vai além da brutalidade do ataque: sete homens agrediram um engenheiro até a morte enquanto a internet assistia, e ninguém interrompeu a live.




