Mayara Russi publicou fotos do antes e depois e abriu o jogo sobre os 43 kg que perdeu, mas o número não é o centro da história. A modelo plus size, que chegou a pesar 187 kg e hoje está em 138 kg, deu entrevista à revista Quem e explicou como tratou a compulsão alimentar que, segundo ela, estava na raiz de tudo.
“Desde que me conheço por gente, tento perder peso. Mas sempre foi pelos motivos errados. Sempre quis me encaixar em um padrão, ser aceita pela sociedade, mas todas as tentativas foram frustradas”, afirmou Mayara. A virada veio quando ela parou de olhar para fora e começou a olhar para si mesma. “Eu ainda não entendia que a obesidade precisava ser tratada de dentro para fora.”
Ela tem 1,70 m de altura e 37 anos, e fez questão de deixar claro que continua sendo uma mulher obesa. Sem eufemismos, sem narrativa de “finalmente chegou lá”. O ponto que ela destaca é outro: “Hoje com 43 kg a menos, consigo me movimentar muito melhor.” Mobilidade, rotina, qualidade de vida. Não a calça número tal.
Ninguém comentou mas esse é exatamente o tipo de relato que as pessoas param pra ler duas vezes: não porque o número impressiona, mas porque a lógica é diferente do que costuma aparecer nesse tipo de post. Sem antes glorificado como fracasso, sem depois vendido como redenção.
O tratamento da compulsão alimentar foi o que Mayara elegeu como ponto de partida real. “Quando eu melhorei a relação comigo mesma, comecei a prestar mais atenção no que meu corpo precisava, foi aí que decidi procurar a ajuda da maneira certa”, disse. A ordem importa: primeiro a cabeça, depois o processo.
As fotos do antes e depois circularam e o que chamou atenção não foi só a transformação visual, mas o tom da legenda. Sem agradecimento a procedimento, sem patrocinador de caneta emagrecedora aparecendo no parágrafo seguinte. Mayara contou a história pelo ângulo da compulsão, e isso é raro o suficiente pra parar o algoritmo.
Quarenta e três quilos a menos e ela ainda se apresenta como mulher obesa. Esse é o post dela.






