Na noite de quarta-feira, 16 de setembro, o funkeiro MC Paiva foi ao vivo e transformou uma briga de internet em algo bem mais sério. Durante a transmissão, acompanhada por milhares de pessoas, ele ameaçou a influenciadora trans Malévola e pediu que os espectadores enviassem o endereço dela.
“Cansei. Agora, se eu vir na rua, vou sair pegando mesmo. Se mandar o endereço, nós vai brotar na hora. Na hora. E, se vier de segurança, vai acontecer tragédia. Papo reto”, disse Paiva, exaltado. Literalmente ao vivo, com plateia, como se fosse normal.
Além das ameaças de agressão física, Paiva se referiu a Malévola no masculino em vários momentos da live. Os ataques transfóbicos não vieram de forma velada: foram diretos, repetidos e com público assistindo em tempo real.
Depois de ver a transmissão, Malévola publicou vídeos nas redes sociais chorando e informou que seguiria para uma delegacia. O registro da ameaça já estava disponível para qualquer pessoa assistir, então a documentação não era exatamente o problema.
Olha o nível: um funkeiro pedindo endereço de alguém em live não é uma figura de linguagem. É um pedido de endereço em live.
O confronto entre os dois já vinha se arrastando antes disso. Malévola tem um histórico próprio de polêmicas, incluindo inquérito por supostas ameaças a Jojo Todynho e uma tentativa de entrada em A Fazenda 18. Mas o que aconteceu na quarta não foi uma troca de farpas: foi uma ameaça gravada, transmitida ao vivo, com convite para que terceiros participassem.
Malévola foi à delegacia. A live continuou disponível. A internet assistiu tudo.






