Michel Melamed foi ao programa “Provoca”, da TV Cultura, na terça-feira 27, e fez o tipo de entrevista que a assessoria provavelmente não aprova. Abriu o jogo sobre quem tomou a decisão de encerrar os nove anos juntos com Letícia Colin: foi ela.
“Ela quis separar inicialmente. Eu perdi o chão”, disse o ator na conversa com Marcelo Tas. Sem rodeios, sem a narrativa padrão de “decisão em comum acordo”.
Melamed contou que acreditava numa união pra vida toda. Ele e Letícia se conheceram em 2015, começaram a namorar, foram morar juntos em 2016 e tiveram Uri em 2019. O término foi anunciado em julho de 2025, depois de quase uma década. Ele disse que “não aceitou bem” o fim.
O desabafo foi na linha do ator que processa tudo em público com muita honestidade: “A gente achava que ia ficar juntos pro resto da vida. Éramos jovens, com filho, muito apaixonados e casados. E separamos.” Depois veio a ressignificação de praxe: chamou a separação de “porrada muito grande” e de “grande ensinamento”. Isso é o tipo de coisa que soa verdadeiro exatamente porque ele admitiu a dor antes do crescimento.
Ninguém comentou, mas a ordem das palavras dele importa: primeiro “perdi o chão”, depois “ensinamento”. A porrada vem antes da filosofia.
O que salva o episódio de virar tragédia é que a história tem segunda parte. Em janeiro de 2026, após quase dois anos afastados, Letícia e Michel reataram. Ela já tinha dado a versão dela sobre a reconciliação em outras entrevistas. Agora foi a vez dele.
Vira e mexe um casal de artistas anuncia que “terminou em paz” e seis meses depois está de mãos dadas no tapete vermelho. A diferença aqui é que Melamed contou a parte feia também: o período em que o chão sumiu, a separação que ele não queria, os quase dois anos tentando entender o que havia acontecido.
Reconciliação após “porrada muito grande” e dois anos afastados é uma coisa. Contar isso no horário nobre da TV Cultura é outra.






