Nicola Peltz usa brincos que podem ser tesouro imperial russo em Veneza

Nicola Peltz usa brincos que podem ser tesouro imperial russo em Veneza

Nicola Peltz foi a Veneza, ganhou prêmio e, no caminho, pode ter colocado no ouvido um pedaço do tesouro imperial russo. Ninguém estava preparado.

A atriz apareceu na 83ª edição do Festival de Cinema de Veneza ao lado do marido Brooklyn Beckham para receber o prêmio “Estrela em Ascensão” no Kinéo Awards. Até aí, tudo normal. Mas foram os brincos que roubaram a conversa: um par de esmeraldas imponentes que analistas e internautas identificaram como possivelmente pertencentes ao acervo histórico da Grã-Duquesa Maria Pavlovna, tia por afinidade do Czar Nicolau II.

A história das pedras começa em 1918. Com a Revolução Bolchevique, a Grã-Duquesa fugiu da Rússia carregando uma das coleções particulares mais valiosas da Europa. No exílio, foi vendendo peças para pagar as contas. Nas décadas de 1920 e 1930, joalherias como a Cartier compraram e remodelaram várias dessas joias imperiais, e parte desse acervo simplesmente sumiu na circulação do mercado de luxo ao longo do século.

A semelhança entre os brincos de Nicola e registros do acervo da Grã-Duquesa foi o suficiente para a imprensa britânica entrar em modo arqueológico. Ninguém comentou mas, quando uma atriz aparece num tapete vermelho e a conversa migra pro século XIX russo, é porque a joia fez trabalho pesado.

Nicola não confirmou nada sobre a origem das pedras. O que existe até agora é a suspeita levantada por analistas e a circulação rápida da hipótese nas redes. Pode ser coincidência visual, pode ser peça remodelada, pode ser exatamente o que parece.

A ironia fica por conta do contexto: ela foi pra Veneza pegar um prêmio de atriz em ascensão e saiu do evento com a pergunta “será que esses brincos sobreviveram à Revolução Russa?” pairando sobre a cabeça. O tapete vermelho virou pano de fundo pra um mistério histórico de cem anos.

Tesouro czarista no lobo da orelha, prêmio na mão, marido ao lado. Veneza entregou.