A terceira denunciante ouvida no julgamento de Russell Brand descreveu ao júri, nesta segunda-feira, como tentou se desligar mentalmente durante a suposta agressão sexual. O depoimento foi gravado em 2023 e exibido em tribunal em 19 de outubro de 2026.
“Eu simplesmente fechei os olhos e tentei não estar lá”, disse a mulher à polícia, descrevendo o momento em que, segundo ela, Brand a estuprou oralmente no banheiro de um estúdio, enquanto ela conversava com ele sobre o programa Big Brother’s Big Mouth, que o ator apresentava à época.
Segundo o depoimento, tudo começou no meio de uma conversa comum. “Ele simplesmente agarrou meus seios do nada”, relatou. Logo depois, ela disse que foi arrastada em direção ao banheiro, cujo chão estava alagado. “Foi literalmente só agarrar e puxar. Ele me segurou com bastante força pelo braço.” Ela contou que uma parte dela só queria “acabar logo com isso para poder sair dali.”
O relato inclui o que aconteceu imediatamente depois. Segundo ela, Brand se virou e disse: “Acho que devemos trocar números agora.” Dias depois, ela ligou para um produtor de televisão e avisou que Brand era um “predador sexual”. A resposta que recebeu, segundo ela, foi: “Não acredito nisso.”
Vinte anos depois, em setembro de 2023, ela foi à polícia. A decisão veio após o The Times, o Sunday Times e o Channel 4 publicarem acusações de má conduta contra o comediante. Ela disse que queria falar porque queria “um mundo melhor para minha filha.”
Brand responde a sete acusações no total: três de estupro, três de agressão sexual e uma de atentado ao pudor, envolvendo seis mulheres em episódios que teriam ocorrido entre 1999 e 2009. Ele nega todas. Sua esposa, Laura Brand, acompanhou a chegada ao tribunal nesta semana.
A expressão que ela usou para descrever o rosto dele depois, aliás, ficou no ar: “um sorriso enorme, parecia um palhaço, com aquele olhar estranho.” Literalmente o tipo de detalhe que o júri não esquece.






