Sabina Simonato parou o programa para falar sobre a morte de Dato de Oliveira, ex-piloto do Globocop, e não conseguiu manter o tom neutro de apresentadora. Chorou. Se revoltou. Falou o que estava sentindo na frente de todo mundo.
Dato de Oliveira ficou conhecido pelos anos pilotando o helicóptero da Globo no Rio, aquela presença constante nas coberturas ao vivo que a maioria das pessoas ouvia sem saber o nome de quem estava por trás. Sabina sabia.
O que chamou atenção no momento não foi só a emoção, foi a revolta. Ela não ficou só triste. Ficou brava, daquele jeito de quem perdeu alguém que não deveria ter partido assim. Ao vivo, sem corte, sem nota de pesar genérica no teleprompter.
Pera, quantas vezes a gente vê apresentador realmente perder o controle no ar por uma perda pessoal? Não é performance de empatia, não é aquela lágrima calculada. Foi um momento de pessoa mesmo, no meio de programa de televisão.
A reação circulou nos comentários com o mesmo tom: gente que nem conhecia o nome de Dato de Oliveira parou pra entender quem ele era por causa daqueles segundos de Sabina no ar. De certa forma, ela fez o trabalho jornalístico mais honesto possível sobre ele.
Alguns anos dentro de um helicóptero cobrindo o Rio, e a despedida que Dato recebeu veio de uma apresentadora que não quis fingir que estava bem. Esse é o tipo de ao vivo que a televisão raramente planeja e nunca esquece.






