Samara Felippo compara abandono paterno a aborto: “se fosse a mãe…”

Samara Felippo compara abandono paterno a aborto: "se fosse a mãe..."

Samara Felippo usou as redes para dizer o que muita gente pensa mas raramente coloca em palavras: pai que abandona filho deveria receber o mesmo escrutínio que mulher que decide não ter um. A comparação foi essa, sem eufemismo.

O desabafo veio acompanhado de uma crítica sobre como a pressão social funciona de forma assimétrica. Mãe que larga filho vira notícia, assunto de churrasco, pauta de programa das onze. Pai que some vira “coitado, deve ter seus motivos”. Samara nomeou isso com todas as letras.

Ela também aproveitou o post para elogiar o namorado, que participa ativamente da criação das filhas dela. O contraste foi explícito: enquanto o pai biológico fica ausente, tem alguém presente sem obrigação nenhuma de estar.

Vou falar uma coisa: a comparação com aborto neste contexto é estratégica. Samara pegou o tema mais carregado do debate sobre maternidade e virou o espelho. Se a sociedade trata a decisão de não gerar como crime moral, por que o abandono depois do nascimento vira assunto privado de família?

A internet foi na direção esperada: parte concordou com aplauso, parte achou a comparação forte demais, parte ficou debatendo qual seria a analogia correta. O detalhe é que todo mundo estava debatendo, o que significa que o ponto chegou.

Samara não é novidade como voz sobre maternidade solo e pressão em mulheres. Ela fala sobre isso com frequência, e essa consistência dá peso ao que diz. Não é um desabafo isolado de um dia ruim.

Abandono paterno vira crônica de família. Abandono materno vira escândalo nacional. Samara Felippo só escreveu o que estava na conta.