Repórter do SBT atropelada ao vivo por viatura da PM no Rio

Repórter do SBT atropelada ao vivo por viatura da PM no Rio

Uma repórter do SBT foi atingida por uma viatura da Polícia Militar enquanto fazia uma entrada ao vivo no Rio de Janeiro. A câmera registrou tudo: o carro aparece, bate na jornalista, e o mundo para por alguns segundos.

O tipo de cena que você assiste duas vezes porque não acredita no que viu na primeira.

A repórter foi socorrida no local. Até o fechamento das informações disponíveis, não havia confirmação do estado de saúde dela, mas o vídeo circulou rápido pelas redes e os comentários foram na linha de “como assim isso aconteceu ao vivo”.

A PM do Rio emitiu nota explicando as circunstâncias do acidente. A nota existe, está publicada, e tem o tom exato que você já imaginou antes de ler: linguagem de boletim, palavras como “lamentamos” e “apurações em andamento”, sem nenhuma frase que sua avó não pudesse assinar.

Pera aí: uma viatura atingiu uma jornalista em serviço, com câmera ligada, transmitindo pra TV aberta, e a resposta institucional coube num parágrafo.

Vale dizer que esse tipo de cobertura no Rio envolve condições que já são complicadas por padrão: operações, viaturas em movimento, cordões de isolamento que existem no papel. A repórter estava fazendo o trabalho dela. O carro estava onde não devia.

O vídeo é o tipo de coisa que o algoritmo carrega sozinho, sem precisar de chamada. Segundos de duração, impacto imediato, e aquela sensação incômoda de estar assistindo a algo que não deveria ter acontecido.

A nota da PM saiu. O vídeo ficou. Corporação que se pronuncia rápido sobre acidente com câmera presente merece, no mínimo, uma sobrancelha levantada.