Maria Rita volta ao palco no final de julho com o show que todo mundo que ama Elis Regina já deveria ter na agenda. A turnê ‘Redescobrir vol. 2’ reestreia no dia 24 de julho em Ribeirão Preto e segue em cartaz pelo Brasil até 19 de dezembro, cobrindo os dois semestres de 2026 em sequência.
O projeto é aquele em que ela canta o repertório da mãe. Elis Regina morreu em 1982, quando Maria Rita tinha seis anos, e a filha cresceu carregando essa herança de um jeito que oscila entre homenagem e peso existencial. Cantar Elis em palco não é cover. É outra coisa.
A pausa durou cerca de dois meses, o suficiente pra fazer falta. Quando um show assim some da agenda, a gente percebe que estava dependendo mais dele do que achava.
O diferencial desta turnê não está só no repertório, que por si já é uma bala. Está em ver Maria Rita dentro das músicas da mãe agora, em 2026, com uma voz que foi amadurecendo exatamente pra esse tipo de encontro. Tem shows que se tornam mais bonitos com o tempo. Esse é um deles.
A lista de cidades ainda não foi divulgada por completo, mas a janela de julho a dezembro dá margem pra uma turnê de verdade, não aquele circuito rápido de três praças. Ribeirão Preto abre, e o resto do país vem depois.
Vou falar uma coisa: tem um grupo específico de pessoas que vai chorar desde a primeira faixa e vai fingir que não. São exatamente as mesmas que já sabem de cor cada versão que Elis gravou.
Maria Rita cantando Elis Regina não é nostalgia. É uma filha arrumando as coisas que a mãe deixou, toda noite, ao vivo.






