Dezoito anos de casa. Uma chamada de vídeo. Sem justificativa. Assim Astrid Fontenelle descreveu o fim do seu contrato com a Globo, em entrevista que está circulando bastante nas redes desde ontem.
A apresentadora contou que foi comunicada do desligamento por Zoom e que não recebeu nenhuma explicação concreta sobre o motivo. Segundo ela, a conversa foi curta, protocolar, e acabou. Dezoito anos de carreira dentro da emissora, e a despedida coube numa janelinha de vídeo.
Literalmente o tipo de coisa que faz você olhar pro seu contrato de trabalho com outros olhos.
Astrid também falou sobre o “Saia Justa”, programa do GNT do qual foi apresentadora por anos. Disse que a relação com o formato hoje é de distância tranquila, sem mágoa declarada, mas também sem saudade performática. Quem acompanhou a era dela no programa sabe que a saída não foi exatamente celebrada pelos bastidores na época.
O que chama atenção na fala dela não é a revolta. É a calma. Astrid conta tudo isso com uma serenidade que, dependendo de como você lê, pode ser maturidade ou pode ser o tom de quem já processou cada detalhe desse episódio faz tempo e decidiu que vai falar sobre isso do jeito dela, na hora dela.
A Globo, como de costume em situações assim, não se pronunciou publicamente sobre os detalhes do desligamento.
Tem algo particularmente revelador em uma empresa de entretenimento, que transmite festas, shows e celebrações ao vivo, comunicar uma demissão de quase duas décadas via chamada de vídeo sem nem explicar o porquê. Não é crueldade calculada. É pior: é procedimento padrão.
Dezoito anos, um Zoom, e nenhuma frase que valesse guardar.






