Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32, instrutor preso após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP), deu sua versão em depoimento à delegada Andrea Dantas Levy: foi uma fatalidade. Um acidente. Sem culpa.
Maria Eduarda tinha 21 anos. Ela saltou sem a corda de segurança.
Novos trechos do depoimento de Egoroff mostram que ele falou sobre o atendimento prestado no momento do acidente e sobre o processo de checagem dos equipamentos antes do salto. A versão dele, em resumo, é a de quem fez tudo certo e ainda assim perdeu uma aluna.
O problema é que a menina foi ao chão sem a corda que deveria estar presa a ela. Esse detalhe não some, por mais que a palavra “fatalidade” seja usada com convicção.
Rope jump é uma modalidade de salto em que a corda de segurança é, literalmente, o que separa o praticante de uma queda livre. A conferência do equipamento antes do salto não é protocolo opcional. É a única razão pela qual a atividade existe como esporte e não como roleta.
Vou falar uma coisa: “fatalidade” é uma palavra que carrega peso diferente dependendo de onde você está na história. Para quem perdeu a filha de 21 anos, ela soa de um jeito. Para quem estava responsável pela checagem dos equipamentos naquele dia, ela soa de outro.
A delegada Andrea Dantas Levy segue à frente do caso. Egoroff permanece preso. O depoimento completo ainda não foi divulgado integralmente, mas os trechos que vieram a público já mostram a tese que a defesa deve sustentar: erro sem intenção, acidente sem responsável.
A versão do instrutor é “fatalidade”. A corda de segurança estava onde, exatamente, é a pergunta que esse depoimento ainda não respondeu.






