Cleo Pires foi ao quadro “Pode Perguntar?”, do Fantástico, e entregou um desabafo que vale mais do que parece: segundo ela, falar abertamente sobre sexualidade prejudicou tanto seus relacionamentos pessoais quanto sua carreira na TV.
O raciocínio dela era simples. “Tinha uma época que eu pensava assim: eu sou mulher, ocupo um espaço público, eu vou fazer algo de bom com isso. E pensava que se eu falasse sobre o que é natural pra mim, que é ter uma vida sexual, que eu acho que a maioria das pessoas têm, seria algo libertador”, contou Cleo na entrevista.
Só que a indústria não leu o memo. A atriz deixou claro que a exposição gerou julgamentos que acabaram pesando em contratos e oportunidades. Ela foi rápida em pontuar que o problema nunca foram as falas em si, mas a forma como a sociedade ainda trata esse tipo de conversa quando vem de uma mulher.
Vou falar uma coisa: é um pouco irônico que o mesmo mercado que vende corpo feminino em horário nobre fique desconfortável quando a mulher resolve falar sobre o próprio.
Cleo também tocou na virada que o casamento representou nesse processo, sugerindo que a estabilidade na vida pessoal ajudou a reposicionar como ela lida com essa exposição hoje. A entrevista não entrou em nomes de projetos perdidos nem em valores, mas o recado ficou no ar: houve custo real, e ela sabe exatamente o tamanho dele.
A franqueza que deveria ter aberto portas acabou fechando algumas. E a sociedade que ela queria libertar foi a primeira a apresentar a conta.






