Flávia Alessandra abriu o jogo sobre algo que raramente aparece nas entrevistas de atriz da Globo: a menopausa está atrapalhando o trabalho. Ela mesma disse. Insônia, cansaço acumulado e névoa mental são os três sintomas que vêm mexendo com sua rotina de gravações.
A névoa mental é a parte que chama mais atenção. Imagina decorar texto, marcar posição e entregar emoção enquanto o cérebro parece estar num modo de economia de energia que você não pediu pra ativar. Flávia descreveu exatamente isso: uma dificuldade de foco que interfere direto no set.
O cansaço vem junto com a insônia, que é aquela combinação impiedosa de não conseguir dormir direito e ainda assim ter que aparecer descansada na frente das câmeras. Ninguém filtra isso com filtro de Instagram.
O que ela fez foi mudar a rotina pra conseguir aliviar os sintomas. Não entrou em detalhe sobre cada ajuste, mas falou sobre as mudanças como algo necessário, não opcional. Vou falar uma coisa: o fato de ela colocar isso em voz alta já é diferente do padrão de “estou bem, trabalhando muito” que a gente ouve em 90% das entrevistas do setor.
Flávia tem 50 anos e está num momento de bastante trabalho na emissora. Falar sobre menopausa nesse contexto, associando diretamente ao desempenho profissional, é o tipo de detalhe que as pessoas guardam porque é real demais pra ignorar.
A internet foi bem nessa direção: muita gente nos comentários agradecendo pela exposição do assunto, especialmente mulheres que trabalham em funções que exigem presença e concentração constante. O padrão de resposta foi menos “nossa, que corajosa” e mais “finalmente alguém falou isso direito”.
Gravar novela com névoa no cérebro não é frase de efeito. É o que ela está vivendo agora, e pelo menos está vivendo em voz alta.






