Depois de meses no centro de uma das disputas de barriga de aluguel mais comentadas dos Estados Unidos, Nausheen Gilkar e Omar Ahmed tomaram uma decisão sobre o filho: autorizaram a cirurgia cardíaca do bebê, que nasceu na última semana com síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo, uma cardiopatia congênita grave.
A informação veio de documentos judiciais obtidos pelo TMZ na segunda-feira, 17. Segundo os autos, o casal consultou médicos do Children’s Health, hospital infantil americano, antes de optar pelo procedimento de Norwood, uma cirurgia cardíaca aberta complexa feita em recém-nascidos. O objetivo é fazer o lado funcional do coração dar conta de bombear sangue para o resto do corpo.
O contexto, pra quem perdeu o episódio anterior: McKenna West, a barriga de aluguel, travou uma batalha na Justiça americana contra o casal depois que eles teriam exigido a interrupção da gestação quando o diagnóstico cardíaco foi confirmado ainda na gravidez. Ela se recusou. O bebê nasceu. E agora todo mundo está em tribunal discutindo até o nome da criança.
Isso mesmo. Os documentos mostram que Nausheen e Omar se referem ao filho como Rumi. McKenna vinha chamando a criança de Gabriel. Os pais biológicos afirmaram no processo que Gabriel não é o nome do bebê. Ninguém pediu esse capítulo, mas ele chegou.
A data da cirurgia não consta na documentação. O casal sinalizou que pode fornecer a informação de forma privada se a Justiça solicitar, o que diz bastante sobre o nível de exposição que esse caso já atingiu.
Vou falar uma coisa: a trajetória desse processo começou com um casal pedindo para encerrar uma gravidez, passou por uma barriga de aluguel que foi sozinha pra Justiça segurar isso, e chegou agora num bebê real, com nome disputado em juízo e uma cirurgia cardíaca sendo discutida em documentos que o TMZ consegue antes da sentença sair.
A decisão pela cirurgia é o primeiro sinal de movimento dos pais biológicos em direção ao filho depois de tudo isso. Se vai resolver a disputa com McKenna West ou só mudar o assunto da próxima audiência, a Justiça americana que responda.






