Um muro desabou. A lama foi. A ação judicial veio logo depois.
Simone Mendes está sendo processada pela empresa do guitarrista Léo Stuart, da banda Tihuana, após um muro da obra no imóvel da cantora ceder e despejar lama e escombros na propriedade vizinha. O caso aconteceu em 6 de novembro de 2024, no condomínio de luxo Tamboré 1, em Alphaville, na Grande São Paulo.
A propriedade atingida pertence à Black Diamond Holding, empresa administrada pelo próprio Léo Stuart. De acordo com a petição inicial à qual o g1 teve acesso, o músico estava em casa quando ouviu estalos no muro. Pouco depois, a estrutura veio abaixo. A enxurrada de lama e escombros teria atingido a piscina e o pomar do vizinho.
A assessoria de Simone disse que o episódio foi causado por fortes chuvas e que a obra era conduzida por uma empresa terceirizada, tecnicamente responsável pela segurança dos trabalhos. O argumento existe, mas o processo também.
Vizinhos de luxo em conflito judicial é um gênero narrativo próprio, e esse aqui tem todos os elementos: condomínio fechado, guitarrista de banda que fez a trilha do Tropa de Elite e lama descendo pelo pomar de alguém.
Vou falar uma coisa: a parte do pomar é o detalhe que ninguém esperava nessa história.
O TJ-SP já recebeu o processo. O advogado de Léo Stuart não respondeu até o fechamento da reportagem. A obra continua sendo da empresa contratada. A ação continua sendo contra a cantora.
Muro caiu, lama correu, processo chegou. A conta de quem paga é o que o juiz vai decidir.






