A mansão em Ananindeua, no Pará, onde Joelma e Ximbinha viveram durante o auge da Banda Calypso, virou campo de batalha judicial. A briga começou a ganhar visibilidade depois que o jornalista Felipeh Campos afirmou que Ximbinha teria perdido o imóvel para um agiota. A assessoria do guitarrista negou. A equipe jurídica de Joelma, por sua vez, entrou com nota própria, e o recado foi outro.
Segundo os advogados da cantora, a mansão ainda integra a divisão de bens do divórcio do ex-casal e pertence aos dois. Ximbinha, portanto, não teria como negociar a propriedade sem a assinatura de Joelma.
A nota foi direta: “O referido imóvel não poderia ter sido vendido ou alugado sem a autorização dos proprietários, Cledivan [Ximbinha] e Joelma. Tendo em vista que Cledivan não detinha 100% da titularidade do bem, qualquer negociação referente a esse imóvel poderá ser anulada por decisão judicial.”
Vou falar uma coisa: o comunicado não saiu por acaso. A defesa de Joelma não costuma se manifestar sobre rumores à toa, e a menção explícita à possibilidade de anulação judicial funciona como um aviso formal de que qualquer negócio feito nas sombras vai ter problema.
A situação é essa: se alguém comprou, alugou ou tomou o imóvel como garantia de dívida sem saber que metade pertencia a Joelma, esse alguém está num terreno bem instável agora. A nota deixa claro que a cantora tem instrumentos legais pra contestar qualquer movimentação feita sem ela.
A divisão de bens do casamento com Ximbinha nunca foi encerrada de forma limpa, e a mansão do Calypso continua sendo um dos nós desse processo. O imóvel virou símbolo do fim do casal e, aparentemente, ainda vai render capítulos.
Mansão em litígio, divórcio que não fecha, agiota no meio e nota de advogado como alerta público. A Banda Calypso acabou, o patrimônio ainda não.






