O primeiro dia do Rock in Rio desta edição chegou com sol e calor acima do esperado, e o público feminino respondeu na roupa. A Cidade do Rock virou, na prática, um desfile involuntário de tule, renda e transparência.
As amigas Mariana e Gabriele resumem bem o que aconteceu lá. As duas apostaram em renda e transparência, mas com resultados diferentes. Mariana montou a produção em cima de uma peça que já tinha, juntou camadas, tule, camurça e bota, e chegou com o look fechado. “Renda, assimetria, camurça e bota”, descreveu ela, como quem sabia exatamente o que queria.
Gabriele foi na mesma direção, mas o calor cobrou a conta. “Eu não sabia o que esperar. Achei que poderia estar chovendo e esperava que estivesse mais fresco. Está mais quente do que eu imaginava. Não vejo a hora de tirar isso aqui”, brincou.
Vou falar uma coisa: quem planejou o look pra chuva e achou com 35 graus na cara tem um tipo específico de coragem.
O que chama atenção é que o visual mais elaborado não veio de quem pensou no calor. Veio de quem pensou no look primeiro e encarou o calor depois. Mariana chegou com camadas e bota. Gabriele com renda e transparência. As duas saíram de casa dispostas a sofrer por produção, se necessário.
Ninguém comentou muito sobre isso, mas festival com calor acima de 30 graus e público de bota é basicamente um teste de caráter.
O dress code real do Rock in Rio não é o que as marcas patrocinam. É o que as pessoas montam na véspera, às onze da noite, na frente do espelho, cheirando a polvilho antitranspirante e acreditando que vai estar nublado.






