Enquanto metade das influenciadoras brasileiras tenta te vender uma mentoria de R$ 997 sobre abundância, Virginia Fonseca foi construindo um patrimônio estimado em R$ 400 milhões. A diferença está no que ela vendeu: produtos físicos, participação em empresas e contratos de publicidade.
O negócio mais concreto dessa equação é a WePink, marca de beleza fundada em 2021 com Samara Pink, Thiago Stabile e Lucas Chaopeng. O ponto de partida foi um sérum multifuncional que Virginia desenvolveu depois que começou a procurar alternativas para a pele durante a gravidez. Do sérum pra cá, a WePink virou uma das marcas de beleza que mais cresceu no Brasil recente.
E tem mais. A atuação dela não parou no batom. Virginia foi expandindo para fitness, parcerias comerciais e contratos de publicidade que, pela escala da audiência, chegam em valores que a maioria das empresas de médio porte paga como campanha anual. Ela tem o alcance. As marcas pagam pelo alcance. A conta fecha.
O que separa o modelo dela do que a maioria faz é justamente isso: audiência virou ativo, não só vitrine. Influencer que depende de post patrocinado está sempre negociando renovação de contrato. Virginia está negociando participação societária.
Vou falar uma coisa: o número de R$ 400 milhões que circula na imprensa é estimativa de patrimônio, não faturamento, e esses dois conceitos vivem sendo misturados quando o assunto é riqueza de influenciador. Patrimônio consolida o que está em empresas, participações, investimentos. É outra grandeza. Mas mesmo como estimativa, o tamanho impressiona.
O mais curioso é que esse modelo de negócio não tem nenhum segredo especialmente glamouroso. Não tem método, não tem série de stories sobre mentalidade, não tem lançamento com countdown. Tem CNPJ, sócio, produto na prateleira e distribuição funcionando.
A internet está cheia de influenciadora que promete ensinar como monetizar. Virginia simplesmente monetizou.






